segunda-feira, 6 de setembro de 2010

GRESV Dragões Lendários

Nome da Escola: GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA VIRTUAL DRAGÕES LENDÁRIOS
Fundação: 19/05/2008
Cidade-Sede: SÃO GONÇALO - RJ
Cores: PRETO E AMARELO
Símbolos: DRAGÃO
Presidente: Victor Fernandes
Carnavalesco: Isac Alex
Intérprete: Diney SP
Diretor Musical: Evandro Costa
Diretor de Marketing: Guilherme Estevão

Enredo 2011: Até que a morte os separe?

É sempre assim... Conhecemos alguém, nos apaixonamos e a vida se transforma numa festa com risos, juras de amor e fidelidade eterna. Porém, parafraseando Vinícius de Moraes no Soneto da Fidelidade, “... Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”.
Acreditamos que encontraremos nossas almas gêmeas, princesas (ou príncipes encantados) e que, assim, encontraremos a felicidade plena. O coração dispara, a boca seca e o corpo treme. Nosso corpo se enche das drogas do amor, as “anfetaminas”, que nos viciam em paixão e, tudo o que nos interessa, é estar com a pessoa amada. Depois de um tempo, as drogas tornam-se endorfinas, que nos dão bem-estar e segurança, mas sem a emoção da paixão anfetamínica. Com isso, o príncipe pode virar sapo.
Isso não acontece com 90% das aves, mas acontece com 97% dos mamíferos, inclusive nos humanos. Nossos genes nos fazem procurar novos parceiros. A fila deve andar na busca de um novo fornecimento das anfetaminas da paixão. Entretanto, para nossa sociedade, temos de ficar ligados aos parceiros mesmo quando a paixão se foi, ou ainda nunca existiu, em razão dos casamentos arranjados, comuns em muitas culturas. Se não podemos procurar abertamente uma nova companhia, a cerca da vizinha está logo ali para ser pulada.
Hoje em dia, a disponibilidade de cercas é inimaginável. O estresse do dia a dia nos deixa tristes e, a chance de felicidade, mesmo que momentânea, está logo ali do nosso lado nas ruas, bares, boates, trabalho e até mesmo na internet. É como dizem os ditados: “a oportunidade faz o ladrão” e “trair e coçar é só começar”...
Mas as mesmas anfetaminas que nos deixam felizes, nos deixam desatentos, e os sinais de desinteresse em nossos relacionamentos aparecem e começamos a dar as pistas da traição. O perfume diferente, o súbito interesse por pescaria, os pequenos hematomas em lugares estranhos. Isso quando alguém não nos pega traindo o parceiro.
A traição é abominada por grande parte das culturas, mas como a maioria delas é patriarcal, existe certa complacência com os homens que traem, justificando-se que eles têm de espalhar seus milhões de espermatozóides pelo maior número de mulheres possíveis. As adúlteras poderiam ser apedrejadas em praça pública pelo marido e por toda a sociedade, seriam “queimadas no mármore do inferno”, segundo alguns países islâmicos. Até o rei de Portugal, Dom José, assinou uma lei que ajudava os traídos a saberem de sua condição. Dizia a lei que, quem soubesse de uma traição de uma esposa, deveria pendurar chifres de boi na porta do marido traído. Com isso, nasceram os “cornos”.
Com o aumento da independência feminina no último século, as mulheres conseguiram igualar seus direitos, inclusive em ganhar acessórios nas testas. Em Hong Kong, a mulher traída tem direito, garantido por lei, de matar o marido adúltero com suas próprias mãos, juntamente com a amante. Na sociedade ocidental, se criou um mecanismo menos extremo, o divórcio.
Existente desde a antiguidade, o divórcio se sobrepôs ao compromisso religioso pela primeira vez, quando Henrique VIII rompeu com a igreja católica para regularizar seu romance extraconjugal com Ana Bolena. Casos marcantes de traição são reconhecidos em diversas sociedades desde a Antiguidade, como o de Messalina na Roma antiga, onde traia o imperador Cláudio com diversos homens, às vezes vários no mesmo dia. Na Idade Média e Contemporânea, os chifres enfeitavam as cabeças de muitos membros da realeza, sendo o caso mais representativo o do próprio Henrique VIII e suas oito mulheres.
Afinal, a realeza parece não se importar muito com a monogamia e, casos famosos se encontram em diversas realezas. Na Família Real portuguesa, por exemplo, D. Carlota Joaquina era famosa por enfeitar a testa de D. João VI e, parece que seu
filho D. Pedro I aprendeu bem a lição com a mãe, com suas constantes traições à D. Leopoldina, sendo a mais famosa com a “favorita do imperador”, Marquesa de Santos.
Outros casos famosos são das pessoas de destaque na sociedade, sejam da realeza ou não. Vejamos as relações do Príncipe Charles e Camila Parker-Bowles, Bill Clinton e Monica Lewinski, John Terry e a esposa de seu companheiro de seleção inglesa, Wayne Bridge, e mais recentemente Tiger Woods e suas diversas relações extraconjugais. Algumas ficam para história, terminam em divórcio ou então os traídos aceitam seus cônjuges de volta. Mas, a marca da traição sempre fica, e dessa marca surgem manifestações, seja na literatura, poesia ou música. Na literatura podemos ver tal traição em Dom Casmurro e em Dona Flor e seus dois maridos, só para citar exemplos nacionais.
Um coração partido é capaz de produzir músicas lindas, mas normalmente acaba por ficar piegas (ou até mesmo brega) demais, para a maioria das pessoas. No Brasil temos grandes exemplos disso. Contrastando com as belas melodias dos sambas-canções sobre os amores perdidos, existe todo um nicho de mercado para artistas como Reginaldo Rossi, Falcão e duplas sertanejas que cantam a perda de um amor de forma mais popular, caindo por muitas vezes no exagero. Muitas piadas também foram feitas em músicas, como os Mamonas Assassinas na sua clássica “Bois don’t cry”. Então, nada melhor para curar um coração partido numa mesa de um bar, ou até mesmo na “Boate Azul”...
O carnaval também é palco dessas paixões repentinas, muitas delas acabando em traições como o clássico triângulo amoroso de “Máscara Negra” entre o Arlequim, o Pierrô e a Colombina ou na traição de “Aurora”. É assim, como as próprias canções dizem, algumas paixões duram um tempo e se vão, outras duram por uma eternidade. Muitas resistem a vários carnavais, como dizia Adoniram Barbosa em sua “Camisa Amarela”, enquanto novas paixões podem ser despertadas, como a pela mulata de o “O Teu Cabelo não Nega”.
A vida é assim, e voltando a parafrasear o velho poetinha “... Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”, ao invés de “...até que a morte nos separe”.

Isac Ferreira.

G.R.E.S.V. Mocidade Paulista


Nome da Escola: G.R.E.S.V. Mocidade Paulista
Fundação: 23/08/2010
Cidade-Sede: São Paulo - SP
Cores: Preto e Branco
Símbolos: Estrela

Presidente e Carnavalesco: Marcos Lima
Intérprete: Matheus Bianck
Diretores de Carnaval: José Roberto da Silva e Flávio Ismerim

Enredo: Brasile é la nostra terra – A saga dos italianos em terras tropicais

No Carnaval virtual de 2011 a Mocidade Paulista fará uma homenagem ao ano da Itália no Brasil. Nossa intenção é mostrar a relação entre os dois paises desde a chegada dos primeiros imigrantes até hoje nas relações históricas. Nos ultimos anos, seja na arte, na culinária, na ciência, na cultura em geral prova que a Itália está sempre presente no Brasil.

1º Setor

A chegada para o trabalho nas lavouras de Café

Na Itália ocorria a guerra pela unificação do pais, com isso a mão-de-obra e os empregos caíram muito, a procura de novas oportunidades muitos italianos começaram a migrar para o Brasil, que passava por uma época de crescimento das plantações de café e necessitava de mais trabalhadores. Chegando a terras tropicais os primeiros imigrantes se estalaram na Província de São Paulo e no Vale do Paraíba, onde começaram a trabalhar nas grandes lavouras de Café.

2º Setor

O povoamento e a miscigenação do território brasileiro

Os Italianos nos primeiros anos de sua chegada no Brasil eram mandados para terras pouco povoadas para que a povoação do território brasileiro fosse mais rápida. Os imigrantes italianos foram também muito importantes para o “branqueamento” da população brasileira, ou seja, a miscigenação, pois na época a população brasileira era de maioria negra por causa dos escravos.

Por Volta de 1900 surgem boatos, e a imprensa Italiana divulga as noticias sobre as, mas condições de vida dos imigrantes, onde não podiam abandonar as lavouras cafeeiras por causa das dividas que tinham por causa do custo da viagem. Com isso a imigração nessa época diminuiu muito.

No Sul do Brasil os italianos se espalharam pelo Rio Grande do Sul e por Santa Catarina onde tinha terras próprias pra cuidar de sua própria produção, nessas terras os Italianos criaram plantações de uva e começaram a produzir vinho. No Rio Grande do Sul o número de imigrantes foi tão grande que o Governo foi obrigado a criar outra colônia, que se tornou a maior do Estado, Caxias do Sul.

3º Setor

A influencia Italiana no Brasil

Os Imigrantes Italianos chegaram aqui antes de 1900, mas deixaram muitas influencias não só na Cultura, mas também na gastronomia, na linguagem e nos costumes, que depois de tanto tempo ainda continuam vivos aqui a nossa terra. Os Italianos foram responsáveis por trazer pro Brasil o Catolicismo, trazendo também as principais festas religiosas de hoje em dia. Na Cultura uma das Principais Festas do Brasil é de Origem Italiana, a Festa da uva que é comemorada no Rio Grande do Sul, que é realizada nos meses de fevereiro e março. A saga dos Italianos no Brasil também serviu de inspiração para novelas como, Terra Nostra e Esperança. Imigrantes italianos foram responsáveis também por fundar um dos mais antigos times do Futebol Brasileiro o Palestra Itália em São Paulo. Na Gastronomia trouxe também o costume de comer pane tone no natal. E como seriam nossos Domingos sem a tradicional Macarronada? E como não falar da Pizza a Comida Típica italiana mais apreciada no Brasil.

Hoje em dia a Colônia Italiana no Brasil é a maior do Mundo, maior até mesmo que nos países da Europa, mas a população italiana no Brasil vem caindo por que a maioria é idosa. Hoje em dia quase todos Italianos no Brasil são Ítalo-Brasileiros por causa da Dupla nacionalidade, os laços entre os países só cresce e a Mocidade Paulista coroa essa Relação de mais de um Século.

Itália é la nostra terra, Brasile é la tua terra !!

G.R.E.S.V. Unidos do Imperador Niterói

Nome da Escola: G.R.E.S.V. Unidos do Imperador Niterói
Nome Fantasia: UIN
Fundação: 02/02/2008
Cidade-Sede: Cidade de Origem (Niterói, RJ) - Atual Cidade da Sede (Brasília, DF)
Cores: Vermelho e Branco
Símbolos: Coroa

Presidente: Ge Silva
Vice- Presidente: Christian
Carnavalescos: Ge Silva e Christian
Intérprete: Ge Silva
Diretores de Áudio: Ge Silva, Angélica Silva, Rodrigo Sousa

Enredo 2011: É Cachaça! Uma Aula de História

- Bom dia meus alunos!
- Bom dia professor!
- Abram o livro Uma Aula de História da editora CAESV na página 2011. Hoje vamos falar sobre um assunto muito interessante.
- Vamos falar sobre futebol professor?
Os alunos riem com a pergunta do Pedrinho.
- Não Pedrinho, vamos falar sobre a cachaça.
- Ah então o Senhor é cachaceiro professor?
Pergunta as gargalhadas Maria.
- Claro que não menina. Apesar de que uma boa caipirinha faz bem à saúde.
Todos riem e começam a abrir seus livros na página da matéria.

E o professor começa a aula:
- Há muito tempo na época da colonização havia a necessidade de se realizar novas descobertas. Atravessar os oceanos e explorar novas terras atrás de riquezas era um objetivo real para os países que possuíam enorme vantagem marítima por estarem localizadas de frente ao Oceano Atlântico. Com o sucesso dos espanhóis nessa nova empreitada, Portugal também decide se lançar ao mar.

- Professor, você tem piada de português?

- Rafael, me deixa continuar? Prometo que ao término eu conto uma rapidinha ok?
Os alunos riem e fazem cara de expectativa para ouvir ao final mais uma piadinha, que já era costume do professor Ge Silva.

- Continuando. (...) O Oceano então se torna a nova casa dos portugueses para conseguir seu objetivo. Achar terras virgens a serem exploradas era o foco final da jornada. Essa aventura se deve pelo sucesso dos espanhóis nas conquistas do Novo Mundo.

Chegando a Terra Brasil (...)
- Professor, que terra é essa?
- Não Rafael, esse é o nome que dei ao Brasil; Terra Brasil até que é bonito não?(risos). Chegando à Terra, os portugueses trouxeram escravos e uma planta, que era a cana-de-açúcar. O objetivo da planta era demarcar a nova área conquistada por eles. Com isso acabou se formando os primeiros Engenhos em nossas terras. Todas demarcadas com a planta.

Esses primeiros colonizadores apreciavam a Bagaceira e o Vinho do Porto, mas eis que em um engenho lá na Capitania de São Vicente eles descobrem a Garapa Azeda que era um vinho feito da cana. Depois de conhecer tal bebida, esses cachaceiros exploradores (risos) começam a beber e servir essa bebida, do qual chamam de Cagaça.

- Professor o nome é cachaça!- diz Vanessa a metida a CDF da turma.

- Não, não Vanessa. Primeiramente antes da destilação era chamada de Cagaça mesmo, ok? Cagaça era a bebida feita nos cochos de madeira para os animais. Na verdade era Garapa Azeda como eu disse a pouco, mas ao ser descoberta pelos nossos irmãos lusitanos eles passaram a chamar de cagaça. Mas não me pergunte o porquê desse nome, pois não sei. Ela era bem mais limpa do que as feitas pelos índios onde eles cuspiam para fermentar.

- Ah professor que nojo!- diz Vanessa se arrepiando toda, assim como o resto da turma.

- Hahaha eu sei, mas era assim que fermentavam. Mas com o passar do tempo métodos foram sendo aprimorados e daí surge a idéia de utilizar algo que já era usado há tempos, desde os egípcios, que era a destilação. Daí foi um pulo para ser criado a cachaça da qual conhecemos hoje em dia. E sem cuspe.

Risos de todos na sala de aula.

- O sucesso da cachaça foi absoluto meus alunos. As fábricas de “cozer méis”, como eram chamadas na época, se multiplicava de forma surpreendente fazendo inclusive com que a cachaça se tornasse um tipo de moeda corrente para a troca de escravos.

- A professor, então é daí que vem a fama de brasileiro ter tanto cachaceiro né? Comenta mais uma vez Rafael enquanto a turma ri.

- Creio que sim Rafa. Então, como ia dizendo, veio a descoberta de Ouro em Minas Gerais fazendo com que uma população grande se formasse naquela área. Vinha pessoas de todos os cantos do país para ali poder trabalhar, construindo assim cidades na Serra do Espinhaço. Por ser uma serra, o local era muito frio e assim qual a bebia mais consumida para enfrentar essa baixa temperatura?

- Cachaçaaaaaaaaa! Respondem os alunos.

- Isso mesmo. Vocês estão afinados heim rs. A cachaça era consumida muito por essa população. Esse sucesso da bebida fez com que o comércio da bagaceira diminuísse, e obviamente irritando os nossos irmãos. Aí já viu né? Alegaram que a bebida atrapalhava a retirada do ouro pelos trabalhadores, que eles ficavam preguiçosos etc. e proibiram a produção e o consumo da cachaça. Mas sem sucesso gente. O Brasil já era um bando de pinguços (risos de geral). Então ai se cria uma taxa para o destilado. Vocês vêem que desde cedo já existem taxas para roubar o pobre do trabalhador rs. Mas aí com o passar do tempo as técnicas de produção melhoram e todos apreciam a branquinha, até os próprios portugueses.

- Os portugueses também?

- Sim, sim. Até eles se renderam a bebida e passaram a servi-la em jantares, etc. Sucesso total rs.


(...) E assim passam-se alguns minutos da aula de história.

- Então é isso meus queridos alunos. Essa é a história da cachaça. Claro que tem muito mais que pode ser contado, mas para a nossa prova de junho isso é o suficiente.

- Mas professor Ge, a cachaça é comercializada somente no Brasil?

- Não Luis. Hoje a nossa bebida é exportada praticamente pro mundo todo. Os turistas quando chegam ao Brasil em muitas vezes procuram a caipirinha, feita com cachaça para quem não sabe. Claro que a cana não é somente utilizada na produção da bebida, mas como no Etanol, álcool de cozinha, etc. A cana é uma enorme fonte de renda para muitos agricultores, sem dúvida. E vai continuar sendo por muitos anos ainda.


(...) E soa o sinal par ao término da aula.

- Então meus alunos. Espero vê-los no dia 11 para a prova e ai de quem tirar nota baixa heim.

- Professor! Não está esquecendo a piada não?

- É verdade rs. Vocês não são moles. Ok.

Um dia o brasileiro falou para o português:
- Manoel sabe quem é o Mário.
O Manoel responde: - Não.
E o brasileiro diz: - É kkk.au de verdade. namorada assim. aquele que te pegou atrás do armário.
O português chegando a Portugal doido para pegar alguém com a piada vê seu amigo Joaquim e fala:
- Joaquim, sabe quem é Mário?
O Joaquim responde: - Não.
Então Manoel diz: - É aquele que me pegou atrás do armário.

E aos risos a turma sai da sala depois de mais um dia estudando.



Ge Silva
Carnavalesco
GRESV UIN- Unidos do Imperador Niterói.

G.R.E.S.V. Bambas Sambario

Nome da Escola: G.R.E.S.V. Bambas Sambario
Fundação: 1º de Agosto de 2008
Cidade-Sede: Porto Alegre
Cores: Verde, Vermelho e Amarelo
Símbolos: Pandeiro

Presidente: Marco Maciel
Carnavalescos: Luís Butti e Leonardo Moreira
Intérprete: Antônio Carlos
Enredista: Luís Butti
Enredo 2011: Moro Onde Não Mora Ninguém, Mas Sambo Onde Você Samba Também
Bom dia, boa tarde, boa noite. Queria lhe pedir uns minutinhos de atenção. Meu nome é Antônio, nasci no Rio de Janeiro em Agosto de 1942, mas isso não importa muito.
Sabe, seu moço, a minha vida foi difícil. Nasci e cresci no Morro do Juramento, no meio da miséria e da violência. O meu pai, era músico, mas perdi quando ainda era menino. Assim, passei a trabalhar para sustentar a minha mãe, que era faxineira lá no Morro. Aos 18, entrei para a Aeronáutica, mas acabei sendo expulso. Fugia sistemáticamente para viver um de meus maiores prazeres: as mulheres.
A minha vida profissional começou como Office-Boy da Embaixada da Alemanha, no Rio de Janeiro, mas o batente começou mesmo lá na extinta TELERJ, como um simples técnico projetista. Mas, apesar do samba ter começado pelo telefone, meu negócio não era ser técnico projetista não. Eu queria mesmo era ser um cantador !
Cantador. Isso mesmo, seu moço! Cantar, fazer o povo feliz, fazer meu pé de meia, e quem sabe, até aparecer nessa Televisão, que corre o mundo de meu Deus. E foi assim que começava a minha história como um cantador. De Samba, Baião, Romântico, um Forró, um samba-enredo ou até mesmo um Partido Alto. Sabe aquelas músicas populares, de boemia, tomando uma cachacinha, comendo uma lingüiça e beijando na boca uma menina de cabelos longos? Era disso que eu gostava, seu moço.
Nos anos 70, a garotada só queria saber de Tropicalismo, cabelos ao vento, o iê-iê-iê, cantar contra a Ditadura Militar. Me chamavam de brega, de malicioso e até de bizarro. Mas eu fui a luta. Em 1975, ao lado do amigo Canário, lancei num compacto minha primeira canção, que até o Wando regravou, era mais ou menos assim:
Moro... Onde não mora ninguém
Onde não passa ninguém
Onde não vive ninguém
É lá onde moro
Que eu me sinto bem...
Não dava nem pra acreditar. Gente, o meu compacto virou sucesso! E com essa canção, eu finalmente ganhava as rádios e vitrolas deste meu país. 950.000 cópias. E foi a partir daí que eu começava a minha carreira pra valer.
Com um terno e um par de sapatos, igualmente brancos e um estilo pra lá de romântico-sensual, passei a embalar os bailes do interior do Brasil. Mas a resistência da imprensa e das Rádios FM não iam embora. Era difícil lutar contra a mídia e esse pessoal de música mais sofisticada. Ninguém queria saber de mim não. Mas até que um amigão de São Paulo, chamado Gilberto Vasconcelos, me apelidou de Sambão-Jóia.
E, três anos depois, veio o segundo LP. Porém, a música mais famosa deste disco, tinha um balanço tão gostoso que dizia assim, olha:
Êi...Êi....Êi !
Menina de Cabelos Longos
Quero te levar pra longe
No primeiro bonde
A gente pode partir
...
Pra comer, beber, dormir...
Pra comer, beber, dormir...
... e não pagar
Com tanta gente nesse meu Brasil ouvindo minhas músicas, após o compacto de 1975, surgiram mais um, dois, três LPs. E junto do trabalho ao lado de parceiros maravilhosos, veio o reconhecimento. E, no balanço do romantismo, do samba e do baião, fui parar na grande mídia. Em 1984, eu tive até uma canção que foi parar na novela "Vereda Tropical", da Rede Globo. Era a "Deixa Eu Te Amar". Com essa canção tocando toda hora na novela, e a novela fazendo bonito na audiência, o disco atingiu um milhão de cópias. É isso mesmo. Fui o primeiro artista de samba a vender um milhão de cópias e ganhei uma Mercedes da gravadora. Virei até capa da Revista Veja dois anos depois! Isso mesmo, a imprensa que não queria nada comigo nem com minhas músicas, nos anos 70, veja você, agora eu era reportagem de capa da principal revista deste país tão popular.
Ah, e a música que estourou na novela? Canta comigo, canta...
Deixa eu te amar
Faz de conta que sou o primeiro
Na beleza deste teu olhar
Eu quero estar o tempo inteiro
Depois da novela e da capa da revista, não tinha mais volta. Eu finalmente era um cantador reconhecido pelo povo do Brasil. Meu som, apesar de simples, era sucesso. E, graças a Deus, não demorou para outros discos e canções surgirem. Logo virei figurinha carimbada no programa do meu amigo Abelardo Barbosa. O Cassino do Chacrinha. Um dos programas de auditório mais famosos do Brasil, quem diria, me recebia por sábados e sábados. E, ao som de "Virou Mania", "Dona do Meu Ser", "Cama e Mesa", Cheiro de Primavera", "Boca de Mel" entre várias canções de meus LPs, ao lado de tantos parceiros queridos, eram várias tardes e noites felizes, em programas de TV.
Seu moço, esqueci de te falar uma coisa. Assim como você, eu também gostava muito de escola de samba. E, como não podia deixar de ser, entrei para a Ala de Compositores da nossa querida Portela. Não só da azul e branco de Madureira, mas tinha um carinho imenso pelas escolas e seus grandes baluartes. Além de concorrer com sambas-enredo na Portela, poder regravar clássicos como "Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de Uma Noite", "Festa Profana", "Portela na Avenida", entre outros, pra mim, foi um prazer. Minha Portela querida... Que saudades de você.
E vieram novos sucessos, novos parceiros, novas gravadoras. Era "Ilê Ayê" pra cá, era "Minha Cachaça" pra lá e a felicidade, que eu sempre quis pro Morro do Juramento e pra todo esse meu Brasil, era real. O tempo passou, e até que um dia, recebi um chamado daquele que a vida inteira, agradeci imensamente por cada canção e cada sucesso.
É que o negócio ali pros lados do andar de cima, estava muito monótono, sem graça. Ali não morava ninguém, não passava ninguém, e o Criador me chamou para fazer, ao lado de anjos e querubins, um lindo "Forró em Cachoeira", com um coqueiro alto e um cachorro magro amarrado por lá. Afinal, se ali é mesmo o paraíso, era preciso ter um pouquinho mais de alegria. Já tem quinze anos que eu me mudei pra lá.
Hoje, sou saudades aqui na terra. Mas, olha só. Sempre que quiser se lembrar de mim, só lembrar daquela menina dos cabelos longos e olhar pra uma estrela, que lá de cima, eu estou olhando por você também. Eu quero sempre te ver com um sorriso no rosto.
Ah, o meu nome artístico? Esqueci de dizer. Antônio Gilson Porfírio, ao seu dispor. Mas, se quiser, pode me chamar simplesmente de Agepê. Muito obrigado pela atenção, moço. Seja feliz aí na terra que eu também sou bem feliz aqui em cima, sendo homenageado pela Bambas Sambario, escola onde você samba também.
Ninguém calará nosso barracão!
Luís Butti
Carnavalesco G.R.E.S.V. Bambas Sambario
Texto e Pesquisa:
Luís Butti, Marco Maciel e Thiago Meiners
Fontes:
http://www.brasilbar.com/Agepe/discografia.htm
http://www.brasilbar.com/Agepe/biografia.htm
Almanaque Anos 80 - Luiz André Alzer e Mariana Claudino, Ed. Ediouro.
Revista Veja - Janeiro 1986
Encarte Agepê - Coletânea Millenium 2000 - Universal Music

G.R.E.S.V. GUERREIROS DO LEÃO


Nome da Escola: G.R.E.S.V. GUERREIROS DO LEÃO
Fundação: 27/11/2009
Cidade-Sede: Bragança Paulista
Cores: Vermelho, Branco e Ouro
Símbolo: Leão

Presidente: Sandro Ferraz
Conselho de Carnaval: Sérgio Júnior (intérprete e enredista), Thiago Rocha, Felipe Bueno
Diretor Musical: Leandro Carvalho de Araújo
Enredo 2011: O GUARANÍ
De mãos dadas com a alegria e nas garras da emoção, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Virtual Guerreiros do Leão traz para a Passarela do Samba, uma história que em certos momentos se confunde com a própria história do Brasil.

Desde os tempos do descobrimento, o país fora habitado por inúmeras etnias indigenas, entre elas estavam os “Guaranis”. Valentes guerreiros e habeis caçadores, esses índios habitavam uma porção centro-meridioanal do território brasileiro e ainda uma considerável extenção de toda a América do Sul, o que incluía países como Argentina, Paraguai, Bolívia, entre outros.

Muito mais que sua cultura, essa etnia nos deixou um legado cultural e intelectual invejável, embora as obras que mais os caracterizaram, tenham sido apresentadas ao Mundo por “caraíbas” que tiveram suas mentes iluminadas pelos grandes espíritos guaranis.

Sinopse

1° Setor – Os Índios Guaranis

Eis que cai o véu da noite... a ópera vai começar!

Na mágia que cerca o espetáculo do Carnaval, a Guerreiros do Leão vem exaltar a cultura e aqueles que popularizaram a história dos índios guaranís através de obras literárias e eruditas de enorme valor.

Tudo tem início com o descobrimento do Brasil. Embora o primeiro contato com o homem branco tenha se dado no momento da expansão territorialista, não existem registros desse encontro, uma vez que esse povo não possuía nenhuma forma de escrita e como diz a tradição, seus costumes eram propagados de maneira oral, ou seja, a cultura dos guaranis passava de geração em geração por meio das palavras. O que se sabe efetivamente, é que passaram a ter maior contato com o homem branco após a Guerra do Paraguaí, que em parte, teve como cenário as terras Guaranís.
O que se sabe daquela época, era que constituíam sociedades descentralizadas, onde as principais atividades eram a caça e a agricultura, onde se destacava o plantio da mandioca, feijão e milho.
2° Setor – A Obra Literária Ganha Vida com José de Alencar
A trajetória dos guaranis era até então restrita aos estudos acadêmicos, citações em peças escritas pelos jesuítas e ainda a uma pequena parcela de pesquisadores que se interessavam pela “arqueologia” da língua falada no Brasil.
Entretanto, em 1800, o escritor cearense José Martiniano de Alencar escreveu aquele que até hoje é considerado uma de suas maiores obras literárias. Uma obra que gerou todos os reconhecimentos possíveis ao célebre “Imortal”.
Intitulado “O Guarani”, a obra narrava a história da jovem Cecília, filha de portuguêses da tradicional família Mariz, e de Peri, um guerreiro guarani.
A história se passa no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XVII, onde Portugal ainda dependia financeiramente da Espanha. Os principais momentos da narrativa se dão quando do embate entre os portuguêses e os índios Aimorés. Sangrentas batalhas são travadas, culminando assim na ruína de quase toda a família Mariz, com excessão da menina Cecília, que ao se ver sozinha no Mundo, decide seguir sua vida vivendo com Peri nas selvas. O ápice do romance se dá exatamente em seu final, com a união amorosa sugerida por Alencar entre os personagens, que se perdem ao horizonte levados pelas águas da terrível tempestade que assola a floresta em uma palmeira improvisada por Perí como canoa.
3° Setor – Nos Palcos do Mundo com a Ópera de Carlos Gomes
Após ganhar as massas populares, era chegada a hora do reconhecimento pleno. Em 1870, o gênio Antônio Carlos Gomes, grande maestro brasileiro compôs a ópera homônima da obra de José de Alencar. Com “O Guarani”, Carlos Gomes que já era reconhecido como um dos maiores regentes da história do Brasil alcançou vôos ainda mais altos com a sua epopéia músical que fora sucesso de público e critica logo em sua primeira exibição, que ocorreu no dia 19 de março do mesmo ano no Scala de Milão. No Brasil, estreou no mesmo ano. Foi ouvida 32 vezes no Scala e depois seguiu para Florença, Gênova, Ferrara, Londres, Vicenza, Treviso, Turim, Palermo, Catânia, Reggio Emilia, Lugo, Buenos Aires, Varsóvia, Rio de Janeiro, Montevidéu, Paris, São Petersburgo e Moscou, num total de 231 apresentações em 8 anos.
A aceitação foi tanta, que na noite de estréia, Gomes ouviu os maiores elogios que poderia receber. O já consagrado Giuseppi Verdi, o homenageou com as palavras: “Questo giovane comincia dove finisco io”, ou seja. “Este jovem começa, de onde eu termino”
Dado o estrondoso sucesso obtido com “O Guarani”, Carlos Gomes foi condecorado pelo Rei Victor Emmanuel, com a ORDEM DA COROA. Já durante a estréia nacional da ópera, ocorrida no Teatro Lírico Provisório do Rio de Janeiro, no dia 2 de dezembro de 1870, o maéstro foi novamente premiado, dessa vez com a ORDEM DA ROSA, concedida a ele pelo Imperador Dom Pedro II, exatamente no dia do 45° aniversário do Imperador que compareceu e prestigiou a glória do maéstro.

Após essa grande apresentação da Guerreiros do Leão, o espetáculo se encerra com os gritos do público: Viva o Carnaval! Viva Carlos Gomes! Viva José de Alencar!

Sérgio Júnior

sábado, 28 de agosto de 2010

FICHA DE INSCRIÇÃO CAESV 2011

A ficha de inscrição das escolas aspirantes para o desfile do Grupo de Avaliação 2011 já está disponível no seguinte link:

http://www.4shared.com/document/NAcKVywg/Ficha_de_inscrio_2011.html

Para se inscrever, basta o preenchimento correto da referida ficha, e seu envio para o e-mail oficial do CAESV

caesv@liesv.com.br

Desde já, boa sorte a todos

ps: o mesmo e-mail também serve para quaisuqer tipo de duvida que as agremiações postulantes possam ter. Não se limitem em usá-lo para esclarecimentos.

Victor Raphael
Diretor Geral do CAESV

REGULAMENTO OFICIAL CAESV 2011

Título I - Da Organização dos Desfiles

Artigo 1º – Os Desfiles das Escolas de Samba da CAESV (Comissão de Avaliação das Escolas de Samba Virtuais) no ano de 2011 obedecerão a:

a) as normas do Estatuto da LIESV;

b) as normas do Regulamento da LIESV de 2011, salvo os seguintes artigos: 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 12, 13, caput e parágrafo 2º do 14, 18, 19, caput do 20, 22, 26, caput e I, II e III do 31, 33, 35, 37, 40, 41, 45, 46, caput do 47, 48, 49, caput e parágrafo 1º, 2º, 5º, 7º e 8º do 50, 51 e 55.

c) as normas do Regulamento da CAESV.

» Capítulo I - Das Datas e Horário Dos Desfiles

Artigo 2º – Os Desfiles de que trata este Regulamento serão realizados no dia 11 de Junho de 2011, com início às 21:00 horas.

Parágrafo Único – Dependendo do número de escolas, poderá haver desfile no dia 10 de Junho de 2011, com início às 21:00 horas.

» Capítulo II - Do Cadastro das Escolas Para o Desfile

Artigo 3º – A inscrição das escolas de samba à CAESV terá início a partir da publicação da ficha cadastral, no dia 28 de Agosto de 2010 e terá fim às 23:59 horas do dia 05 de Fevereiro de 2011.

Parágrafo 1° – A ficha cadastral será composta por um formulário e um edital. O edital tem a função de orientar a inscrição da agremiação através de regras aquém do regulamento. Não serão aceitas as inscrições que não obedecerem ao edital. O edital será o ANEXO I deste regulamento.

Parágrafo 2° - No dia 13 de Novembro de 2010, será divulgada a primeira lista de escolas inscritas. As escolas que não tiverem sua inscrição aceita na primeira lista, poderão refazer suas inscrições cumprindo as recomendações da Diretoria do CAESV.

Artigo 4º – Os nomes das escolas de samba regularmente filiadas à CAESV serão dispostos em Nota Oficial publicada pelo Diretor Geral, que se tornará o ANEXO II deste regulamento.

» Capítulo III - Do Sorteio

Artigo 5º – A ordem de desfile estará diretamente ligada à data de entrega do material áudio-visual por parte das escolas. A escola que entregar primeiro, tem a preferência pela escolha de posição do desfile, a segunda a entregar, a segunda preferência e assim por diante. O processo de escolha será aberto imediatamente após o encerramento do prazo de entrega do material pelas agremiações, resguardando a Regra dos Quatro Dias (Artigo 23 deste Regulamento).

» Capítulo IV - Da Escolha do Título do Enredo e da Entrega da Sinopse

Artigo 6º – As Escolas de Samba Virtuais devem indicar o título do enredo e a sinopse na ficha cadastral sob pena de indeferimento da inscrição. Não serão aceitas sinopses avulsas a esta documentação.

Parágrafo 1º - As sinopses e os enredos terão de ser inéditos e originais, sendo vedada a transcrição de textos, salvo como citação e com a referência bibliográfica. Punição: Desclassificação.

Parágrafo 2° - Não serão permitidos enredos ligados a clubes de futebol em sua totalidade. Enredos com temática futebolística serão autorizados caso haja autorização por parte de comissão formada pelo Presidente da LIESV e Diretor Geral da CAESV. A violação ao dispositivo acarretará indeferimento da inscrição.

Parágrafo 3º - Os enredos apresentados pelas agremiações inscritas passarão por avaliação de acuidade técnica pelo Corpo Diretor do CAESV, bem como a Comissão de Regulamento. Caso não passe por um dos crivos, ou pelos dois, a escola tem 03 (três) dias para apresentar nova sinopse de acordo com as especificações das Comissões. O não-cumprimento acarretará em indeferimento da inscrição.

» Capítulo V - Da Escolha do Samba-Enredo e Sua Divulgação

Artigo 7º – O samba-enredo deverá ser inédito, não podendo ser feito pelo autor do enredo ou por componente da escola, salvo intérprete.

Parágrafo 1º - A escola poderá realizar eliminatória ou encomendar a um compositor determinado.

Parágrafo 2º - Caso a escola encomende o samba, deverá fornecer os dados cadastrais do compositor, sob pena de declaração de fraude no concurso, acarretando as punições do estatuto.

Parágrafo 3º - Recomenda-se que a escola que quiser realizar eliminatórias faça a comunicação, através do Fórum LIESV, do Orkut, ou de e-mail, o progresso de suas atividades.

Parágrafo 4º - A escola que optar por formalizar concurso, deverá, após o período de inscrições, exibir os sambas inscritos para apreciação do público, afim de atestar de fato a lisura do processo. A forma de escolha cabe exclusivamente à agremiação.

Parágrafo 5º - As Escolas de Samba Virtuais definirão o samba-enredo e entregarão a letra definitiva para a publicação no site da LIESV até o dia 28 de Fevereiro de 2011. A violação do presente dispositivo acarretará a perda de 01 (um) ponto por dia de atraso.

Parágrafo 6º – As Escolas deverão entregar uma gravação de seu samba-enredo para divulgação até o dia 19 de Março de 2011, mesma data para entrega da letra definitiva

Parágrafo 7º - Caso a Liga Independente das Escolas de Samba Virtuais (LIESV) abra precedente para as escolas do CAESV gravarem no estúdio disponibilizado pela mesma, deverão as agremiações interessadas e autorizadas se adequarem as especificações técnicas e de datas da LIESV

Parágrafo 8º - A violação de qualquer dos dispositivos acarretará a perda de 0,5 (meio) ponto por dia de atraso.

» Capítulo VI - Da Coordenação dos Desfiles

Artigo 8º – Cabe ao Diretor da CAESV, em conjunto com os Diretores Jurídicos da LIESV, a Direção Artística do Desfile.

Parágrafo 1º – A entrega do material áudio-visual será feito através de e-mail, que será estabelecido pela Direção Artística do Desfile (caesv@liesv.com.br). Quando estabelecido, será publicada Nota Oficial informando, que integrará o presente regulamento como ANEXO III.

Parágrafo 2º – As Escolas deverão entregar o material áudio-visual do desfile até o dia 28 de Maio de 2011, às 23:59. A violação do presente dispositivo acarretará a perda de 0,5 (meio) ponto por dia de atraso.

Artigo 9º – Caberá à Direção Artística a cronometragem do samba “ao vivo” de cada escola.

Parágrafo 1º – O tempo oficial do desfile, que se inicia com o canto do samba-enredo de 2010 da escola, deve condizer com os limites mínimo de 15 (quinze) e máximo de 20 (vinte) minutos.

Parágrafo 2º – É facultada a utilização de esquenta e grito de guerra no áudio oficial, sendo seu limite de 3 minutos, sem tolerância.

Parágrafo 3º - A cronometragem do desfile dar-se-á pela Diretoria Artística do desfile, que considerará tempo de Grito de Guerra a partir do primeiro som de voz, acorde ou efeito sonoro do Áudio oficial excetuando-se sons supérfluos tais como efeitos de torcida e foguetório do Áudio oficial, e irá considerar como tempo de Samba-Enredo a partir do primeiro som de voz que remeta ao samba-enredo oficial da agremiação. Será considerado o áudio encerrado quando houver a interrupção definitiva do canto do samba-enredo oficial da agremiação, podendo os responsáveis pela sua transmissão abandonarem a execução deste áudio para a apresentação da próxima agremiação ou por força de intervalo.

Parágrafo 4º – A agremiação que não respeitar os limites mínimos ou máximos estabelecidos sofrerá um desconto de 01 (hum) ponto por minuto ausente ou excedente, a começar pelo primeiro segundo.

Artigo 10 - Com relação a Alegorias, as Escolas de Samba Virtuais deverão apresentar de 01 (um) a 3 (três) carros alegóricos, sendo facultativa a utilização de Tripé ou Quadripé, sendo autorizado apenas 1 (hum) elemento deste tipo no desfile, inclusive se colocado em anexo à Comissão de Frente.

Parágrafo 1º - É considerado tripé ou quadripé elemento alegórico que não apresente destaques.

Parágrafo 2º – Perderá 0,5 (meio) pontos a escola que apresentar alegoria, tripé ou quadripé a mais ou a menos no desfile.

Artigo 11 - Com relação aos casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, a escola deverá ter 01 (hum) casal. A agremiação que descumprir o artigo perde 0,5 (meio) pontos por casal a mais ou a menos.

Parágrafo Único – É obrigatória a presença do pavilhão (bandeira) da escola no casal. A ausência do pavilhão implica num desconto de 1 (hum) ponto.

Artigo 12 - Com relação ao número de alas, as Escolas de Samba Virtuais deverão apresentar de 10 (dez) a 15 (quinze). Perde 0,5 (meio) ponto por ala a mais ou a menos no desfile.

Parágrafo 1º – São obrigatórias as seguintes alas: Bateria e Baianas. Além de entrarem na contagem oficial, as ausências especificas de cada uma dessas alas acarreta na perda de 1,5 (hum e meio) ponto por ala.

Parágrafo 2º – A Galeria de Velha Guarda não é obrigatória e não entrará na contagem oficial de alas.

Parágrafo 3º – Com relação aos destaques de chão, as Escolas de Samba Virtuais poderão apresentar um máximo de 2 (dois), sob a pena de perda de 0,5 (meio) ponto por destaque excedente. Consideram-se, também, destaques de chão os Destaques de Luxo, Porta-Estandartes Solo e Casais ou Solo de Passistas, destacados de uma possível ala de Passistas.

Parágrafo 4° - É facultativo o uso de Guardiões de Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, desde que esses sejam devidamente descritos no Organograma. Seja em desenho único ou em desenhos separados. Os Guardiões de Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira contarão como ala.

Título II - Do Julgamento dos Desfiles e da Apuração

» Capítulo I - Do Corpo de Julgadores

Artigo 14 - O Corpo de Julgadores será formado de acordo com as regras do Estatuto da LIESV.

Parágrafo Único - No desfile, teremos 02 (dois) jurado para cada quesito, sendo 01 (um) integrante regular e de notória participação na LIESV e 01 (um) escolhido através de processo a ser definido pela Presidência da LIESV e anunciado nos veículos oficials da Liga. Além deles, serão escolhidos 02 (dois) reservas.

» Capítulo II – Das Obrigatoriedades e dos Quesitos em Julgamento

Artigo 15 – Na apuração, inicialmente será lida a questão das Obrigatoriedades, que consistem na conferência do cumprimento dos dispositivos deste Regulamento e do Estatuto LIESV, informando as eventuais violações que existirem e a quantidade de pontos perdidos.

Parágrafo 1º - As Obrigatoriedades, além das já referidas neste regulamento, incluem o seguinte:

a) Plágio. Punição: desclassificação;

b) Utilização de pessoa impedida de trabalhar na CAESV (P.ex.: que já esteja na mesma função administrativa na LIESV ou que esteja suspensa ou tenha sido expulsa da LIESV). Punição: desclassificação.

c) Utilização de profissional na CAESV, salvo na condição de intérprete. Punição: desclassificação.

Parágrafo 2º. Constitui profissional na CAESV aquele que trabalhe em cargo oficial nas escolas de samba das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, em seus grupos principais. A cláusula se baseia na política de revelação de talentos, que é particular aos desfiles desta Comissão.

Artigo 16 - Os Quesitos em julgamento são os seguintes:

a) Samba-Enredo;

b) Enredo;

c) Conjunto;

d) Fantasias;

e) Alegorias e Adereços.

Parágrafo Único – Os quesitos deverão seguir as descrições do Regulamento da LIESV;

» Capítulo III - Do Sistema de Concessão de Notas

Artigo 17 - Cada Julgador concederá a cada Escola de Samba notas de 05 (cinco) a 10 (dez) pontos, com fracionamento de 0,1 (um décimo).

Artigo 18 – Os jurados poderão conceder uma bonificação de 0,1 (um décimo) para a escola mais original e/ou criativa. Esse décimo de bonificação será dado em campo próprio no mapa de notas, quando o julgador escreverá o nome da escola que ele achar merecedor. Poderá deixar, no entanto, o campo em branco.

Artigo 19 - A Apuração do Carnaval Virtual CAESV 2010 acontecerá no dia 18 de Junho de 2011, 20:00h, no Yahoo! Messenger, no chat CAESV/LIESV do Windows Live Messenger e na Rádio LIESV, programas oficiais para conferências, podendo ser transmitido, também, por meio alternativo se a organização do desfile achar necessário, e será conduzida pelo Diretor Geral da CAESV.

Parágrafo 1º - As obrigatoriedades servirão de desempate entre as agremiações. Se as escolas mantiverem-se empatadas após a análise do quesito conjunto, deverá ser seguida a seguinte ordem para desempate: Conjunto, Conjunto Alegórico, Enredo, Samba-Enredo e decisão unilateral do Diretor Geral da CAESV.

Parágrafo 2º - As escolas terão prazo máximo de 72 (setenta e duas) horas para apresentar queixas a Diretoria Jurídica da LIESV, sobre assuntos referentes à apuração e cumprimento das obrigatoriedades para serem analisados.

Parágrafo 3º - Após o término do prazo de queixas referentes à apuração, o resultado final do Carnaval Virtual 2010 será divulgado no site. O Carnaval Virtual 2011 da CAESV será encerrado, porém, juntamente com o Carnaval Virtual da LIESV.

Título III - Das Disposições Iniciais Para o Carnaval 2012

Artigo 20 - Para a organização dos Grupos de Acesso LIESV e Avaliação CAESV em 2012, levando-se em consideração o resultado do Carnaval Virtual de 2011, fica estabelecido que as 2 (duas) agremiações melhores colocadas no desfile do Carnaval Virtual CAESV 2011 passarão a integrar o Grupo de Acesso LIESV, conforme estabelecido no regulamento da LIESV.

Parágrafo 1º - É facultativo às agremiações integrantes do quadro CAESV renovarem seu cadastro para o desfile de 2012. Da mesma maneira, também é facultativo às agremiações desfiliadas da LIESV, desde que não punidas com suspensão ou exclusão, cadastrarem-se na CAESV.

Parágrafo 2º - Caso a agremiação selecionada para integrar o Grupo de Acesso LIESV 2012 não se considere apta para tomar seu posto ou por quaisquer motivos não o queira, deve informá-lo à diretoria da CAESV, e será convidada para tal posto a agremiação melhor colocada que não tenha sido convocada. Caso não haja mais agremiações para convidar, a vaga ficará vazia.

Parágrafo 3º - Haja visto a condição da CAESV como subordinada às decisões da Liga Independente das Escolas de Samba Virtuais (LIESV) através de seu Conselho Administrativo e Presidência, o numero de escolas que serão contempladas com a vaga ao Grupo de Acesso LIESV 2012 pode ser alterado por essas duas instituições à revelia do que fora descrito nesse regulamento.

Artigo 22 – Caso as agremiações virtuais campeã e vice da CAESV, convocadas para integrar o Grupo de Acesso de LIESV de 2011 não mantiverem suas equipes originais sem justificativa plausível, serão desfiliadas através de processo avaliado pela Diretoria Jurídica.

Parágrafo Único – Caso seja feito o requerimento de desfiliação, será aberto o prazo de 05 (cinco) dias, durante os quais, os presidentes e os antigos componentes das escolas serão escutados. Se a escola for condenada, será publicada nota oficial com o resultado do processo, bem como a convocação de uma nova escola para fazer parte da LIESV.

Título IV - Das Disposições Finais e Transitórias

Artigo 23 – A CAESV tolerará apenas 04 (quatro) dias de atraso. Contar-se-ão os atrasos na definição samba, entrega da gravação para divulgação e do material audio-visual. Para a contagem dos 04 (quatro) dias, serão somados todos os atrasos – exemplo: caso a escola atrase 03 (três) dias para entregar seu samba-enredo e 02 (dois) para entregar o material áudio-visual, será declarado que a escola atrasou-se por 05 (cinco) dias. Violada a regra, a escola será desfiliada.

Artigo 24 - Os casos não especificamente previstos no regulamento serão resolvidos pelos Diretores Geral e Auxiliares da CAESV e pelo Presidente e os membros da Diretoria Jurídica LIESV, que aplicarão subsidiariamente a legislação em vigor no País.

Artigo 25 - Caso qualquer membro de Escola de Samba Virtual da CAESV agir de forma desrespeitosa contra membro de escola da LIESV, além das punições individuais que poderá sofrer por decisão da Diretoria Jurídica (advertência, suspensão por um ou dois desfiles e expulsão), sua conduta poderá atingir a escola, com as seguintes conseqüências:

a) Caso ocorra antes do desfiles, a escola terá cancelada a inscrição na CAESV;

b) Caso seja durante ou depois do desfile, mas antes da divulgação do resultado, a escola será desclassificada;

c) Caso ocorra depois do resultado, se tiver conseguido vaga na LIESV, perderá a mesma, sendo convocada a escola seguinte da lista de classificação.

Parágrafo Único: A possibilidade de inscrição da escola na CAESV seguinte ficará a critério do Presidente da LIESV e do Diretor Geral da CAESV.

Artigo 26 – Este regulamento passará a vigorar a partir da data de sua publicação.

Victor Raphael de Almeida

Diretor Geral do Conselho de Avaliação das Novas Escolas de Samba Virtuais – CAESV

João Marcos

Presidente da Liga Independente das Escolas de Samba Virtuais – LIESV

Rodrigo de Freitas

Vice-Presidente da LIESV

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

NOVA FORMAÇÃO DA DIRETORIA DO CAESV

A CAESV, tendo em vista melhorar cada vez mais a forma de gerenciar seus trabalhos, apresenta aos interessados os novos auxiliares, que farão parte das comissões de obrigatoriedades e regulamento para o Carnaval 2011.

Yuri Aguiar - desde a saída de Marco Maciel, assumiu os trabalhos no final do Carnaval 2010, e estará conosco mais uma vez nas comissões de trabalho do CAESV. É o atual carnavalesco da Imperiais do Samba.

Theo Valter Knetig - Depois de afastado do CAESV em 2010, volta à Comissão como Auxiliar. Foi jurado durante vários anos dos desfiles do Avaliação. Ex-Presidente da Estrela do Amanhã, hoje preside a Guerreira Colibris.

Sem mais para o momento, desejamos boa sorte aos novos auxiliares

Victor Raphael
Diretor Geral do CAESV

domingo, 8 de agosto de 2010

BLOG DE CARA NOVA E MAIS INFORMAÇÕES

O CAESV dá largada para o carnaval virtual de 2011 com novo layout do seu blog oficial e reiterando alguns pontos:

1º As inscrições para o CAESV so terão inicio após o término do Processo do Carnaval Virtual 2010 da LIESV, afim de que seja definitivamente definidas as agremiações do CAESV que ascenderão ao Grupo de Acesso na LIESV 2011. Por enquanto, garantidos estão a Escola Virtual da Amazônia e a Barra Funda Estação Primeira. Após a apuração da LIESV saberemos se mais novidades virão nesse sentido.

2º As inscrições começarão a partir do momento em que o novo regulamento for divulgado neste blog e no portal LIESV (www.liesv.com.br) bem como for disponível para download a nova ficha de inscrição. Como novidade, esse ano as escolas que já estavam inscritas no CAESV 2010 e DESFILARAM tem apenas de comunicar à diretoria as mudanças para o Carnaval 2011, caso existam. Escolas que mudaram de nome ou pavilhão terão de refazer as inscrições.

3º Vamos reproduzir aqui nota oficial sobre a divulgação de enredos, vigorando desde o Carnaval Virtual de 2010.

Eu e o Diretor Geral do Conselho de Avaliação Victor Raphael definimos uma nova regra para a divulgação de enredos para o CAESV 2010:

A partir de agora, as agremiações que irão participar do CAESV poderão divulgar suas sinopses e iniciar a recepção de sambas somente depois de enviar a sua inscrição. De modo a não prejudicar a atividade das escolas, elas não precisam esperar o fim da bateria para iniciar seus trabalhos, estando obrigadas apenas a ter feito a inscrição junto à CAESV.

Obrigado.


Rodrigo Pereira
Vice-Presidente Administrativo e Diretor Jurídico da Liga Independente das Escolas de Samba Virtuais

Victor Raphael
Diretor Geral do CAESV

Com isso, a regra continua valendo para 2011, portanto, pedimos às agremiações que ja divulgaram seus enredos, que retirem os tópicos até que procedam a inscrição. Do contrário, caso o enredo disposto na comunidade do CAESV no orkut for o mesmo entregue na ficha de inscrição, será considerado nulo, por exibição irregular, sendo necessário que a escola desenvolva novo enredo, dando mais trabalho às agremiações aspirantes.

Esperamos contar com a colaboração de todos e em breve abriremos as inscrições para o CAESV 2011!

Victor Raphael
Diretor Geral do CAESV