sábado, 9 de outubro de 2010

GRESV Fazendo Arti

Nome da Escola: G.R.E.S. Fazendo Arti
Fundação: 23/09/2010
Cidade-Sede: São Paulo
Cores: Roxo, Verde e Branco
Símbolos: Esquilo

Presidente: Tiago dos Santos Barros
Carnavalesca: Cristiane Ferreira
Intérprete: Luiz Fernando dos Santos

Enredo 2011: Fazendo Arti estreia na avenida virtual, homenageando a maior campeã do carnaval real de SP. ¨Vai-Vai

Fazendo Arti,

Escola estreante no grupo de avaliação, vem com o intuído de brincar, festejar, trazer alegria.
Escola da zona leste de são Paulo, vem mostrar na avenida, um carnaval colorido, e festivo com muita humildade de seu povo!
Homenagem
Queremos fazer um link no samba e na avenida da estreia da escola até a maior escola de São Paulo a Vai-Vai.
Começando com a Fazendo Arti no virtual e terminando com a Vai-Vai no real!
Vamos mostrar e cantar a saracura, o bexiga, a bela vista!
Também mostrar a grande força da comunidade, ressaltar a força do povo que é o mesmo da Fazendo Arti.
Contar os títulos da grande Vai-Vai
Com disso vamos ala a ala contar os títulos da nossa Vai-Vai!
Realmente a escola do povo!

GRESV Fidalgos da Pedra do Sal

Nome da Escola: Gresv Fidalgos da Pedra do Sal
Fundação:18/10/2010
Cidade-Sede: Rio de Janeiro
Cores: vermelha ,azul e branco
Símbolos: Leão

Presidente: Jessica Araujo
Carnavalesco: Eduardo Tannus
Intérpretes: Thiago Meiners e Rodrigo Oliveira

Enredo 2011: Do Rocio Pequeno ao Templo do Samba: uma Nostalgia chamada Praça XI...
Justificativa do enredo:

Poucos conhecem a sua história, e muitos questionam até a sua existência. Afinal, o que foi a Praça XI? Onde ficava a Praça XI? Qual a real importância da Praça XI?
A Praça XI de Julho Situava-se entre as ruas Santana, Marquês de Pombal, Senador Euzébio e Visconde de Itaúna.
Onde se formou a cultura do samba, hoje é o cenário do Templo do Samba, vamos acompanhar essa nostálgica história em uma grande homenagem à grande raiz do carnaval!


Sinopse

Apresentação: Ouço batuques ao longe!
Sim, batuques, cantorias, cânticos, risadas, movimento. Eram exuberantes, Alegres, ruidosos e extremamente musicais. Assim eram os escravos urbanos do Rio de Janeiro. Mucamas lavadeiras, moleques de recado, pretos forros, e alguns corajosos negros fugidos que habitavam os quilombos próximos. Era esse o ambiente do coração do Rio de Janeiro!
Como é noite, vamos começar com a noite do batuque, o chamado negro pelas suas raízes. Ogãs afinam seus instrumentos, Ekedis preparam os banhos e as comidas enquanto os Iyawos esperam o início da festa! É dia de gira!
E com essa incrível sinfonia negra, os Iyawos deixam a realidade para emprestarem seus corpos aos orixás. Essa mistura de ritual com arte folclórica amanhece, quando os orixás, envaidecidos com seus presentes e quitutes, vão felizes para seus domínios. E, ao raiar o dia, É hora de fazer Funcionar o Rocio Pequeno, o grande tema de nossa história.
E esse rocio, de comércio e de população de baixa renda, abraçou uma grande leva de imigrantes. Sejam eles Espanhóis, Portugueses, Franceses, Judeus, Árabes ou simplesmente os negros fugidos da Bahia.
Aliás, é essa tradição de negros Baianos que fez do Rocio Pequeno local de manifestação da cultura africana, onde também ficou conhecido como o berço do samba.

Setor 2: Ouço o grito de carnaval!
E assim o Rocio cresceu, ficaria melhor se fosse chamado de Praça, mas... que praça!? Eis que uma batalha importante tinha sido travada, a Batalha Naval do Riachuelo, no dia onze de junho de 1865. Como uma batalha não poderia virar nome de Praça, por que não a data? Assim a praça seria chamada Praça Onze de Junho, ou, simplesmente, Praça XI. A batalha ficaria logo ali perto, a duas quadras...
E enquanto há essa confusão do melhor nome para a praça, a mesma ficava conhecida pela sua cultura sambística, pois foi em uma casa em seus arredores, da famosa baiana Hilária Batista de Almeida, ou simplesmente Tia Ciata, que o samba nasceu. Pelo telefone, avisaram que o samba seria o símbolo da identidade musical carioca.
Enquanto o samba tocava nas imediações, não muito longe dali, no Morro de São Carlos, um grupo de malandros observava a escola de Normalistas formando mestres do saber. Foi quando Ismael Silva deu a ideia de criarem uma escola... de samba, para formarem os mestres do que seria mais que um estilo musical, e sim um estilo de vida! Deixem falar, pois o samba vai passar!

Se a Deixa Falar não vingou como escola de samba, de Madureira veio a Portela, logo após a estação do Morro da Mangueira teria sua representação no mundo do samba. Assim, os portuários criaram a Vizinha Faladeira, e os ex quilombolas do Boréu uniram-se e fizeram da Unidos da Tijuca escola de samba. E foi na área da Deixa Falar, que todas se uniram para disputar o título de melhor escola de samba do carnaval

Setor 3: Ouço um lamento! Vão acabar com a Praça XI!

Foi assim que o mundo do samba protestou contra as obras da então moderníssima Presidente Vargas, a mais nova avenida da região central da cidade. Grande Otelo, juntamente com Herivelto Martins, Max Bulhões e Wilson Batista, fizeram o samba de despedida da praça do samba:

“Vão acabar com a Praça OnzeNão vai haver mais Escola de Samba,Não vaiChora o tamborimChora o morro inteiroFavela, Salgueiro,Mangueira, Estação PrimeiraGuardai os vossos pandeiros, guardaiPorque a escola de samba não sai.Adeus minha Praça Onze, adeusJá sabemos que vais desaparecerLeva contigo a nossa recordaçãoMas ficarás eternamente em nosso coraçãoE algum dia nova Praça nós teremosE o teu passado cantaremos.”


E a Praça XI se foi, em 1941, para que a Avenida Presidente Vargas pudesse ligar o centro do Rio à zona norte da cidade. Mas inegavelmente sua participação na história da cultura carioca não seria esquecida. O samba, Viúvo da praça, fixou no que seria seu entorno, a morada eterna. A Deixa Falar ressurgiria no leão vermelho e branco da Estácio de Sá. A mesma Presidente Vargas que derrubou a tão importante praça do samba, tornou-se palco da maior festa popular do planeta.
Apesar das tentativas de preservar a identidade do samba e do carnaval, o entorno da antiga Praça Onze hoje é um verdadeiro purgatório da beleza e do caos, enquanto as “Cabeças de Porco” do “Balança mas Não Cai” dá o sinal do caldeirão de gente que transita pela central, o Terreirão que seria do Samba tem sido do pagode, do axé ou do funk, tem sido até evangélico. Em uma tentativa de imortalizar o carnaval, fizeram a Sapucaí, o “Templo do Samba”. Uma pena que tem sido mais “A Igreja Universal do Samba”, onde quem pagar mais terá um lugar melhor no espetáculo. Mas, façamos nosso clima de nostalgia e relembremos os tempos que apenas os negros cantavam para irem ao Rocio trabalhar... e desfilemos no palco da folia um sonho de que ao menos o clima do samba volte para os entornos da imortal Praça Onze, onde o samba nasceu e fez morada...

GCVES Leões da Folia

Nome da Escola: Grupo Carnavalesco Virtual Leões da Folia

Fundação:02/03/2009

Cidade-Sede: Curitiba-(Pr)

Cores: Dourado e Branco

Símbolos: Leão e 5 estrelas


Presidente:Marcelo “Jakare”

Carnavalesco: Danilo Dantas

Intérprete: Leo Do Cavaco

Vice-Presidente: Marquinhos Bittencourt

Diretor de Carnaval: Matheus Rodrigues (x-9)

Diretor de Imprensa: Gustavo Raphael

Diretor Geral: Nathan Mattos

Diretor Geral Auxiliar: Richardson Luis

Diretor Musical: João Pedro

Diretor de Marketing: Guilherme Henrique

Secretário: Cleyton Silva

Enredo 2011: Brisas pelo tempo

Ah... O amor!

Como é bom amar, né? E como é gostoso levar o amor até as pessoas. Essa é a minha função: Semear o amor nos corações dos mortais.

Quem diria que um dia eu, o Cúpido, seria traído por minha própria flecha e estaria inebriado com a beleza de uma mortal. A mais bela dentre todas, a minha querida e amada Psique.

Que essa paixão iria acender em minha mãe, Afrodite, uma fúria sobrenatural. Logo ela, a deusa do amor!Mas hoje não estou aqui para declamar minha loucura por Psique, ou apresentar-lhes a fúria de minha mãe.

Vim para mostrar como um pequeno instrumento, fascinante, que de prova de amor tornou-se um objeto marcante na história da humanidade. Viajou pelo mundo, adquiriu inúmeros significados. Sempre cercado de histórias e lendas espalhou diversas brisas pelo tempo.

Contarei-lhes agora um pouco sobre a história dos leques...Um belo dia, meu amor dormia como uma deusa quando percebi que ela estava com muito calor. Gotas de suor escorriam de seu lindo rosto e eu, como um verdadeiro amante, não poderia deixá-la naquela situação.Foi quando Zeus me iluminou e tive a brilhante ideia de arrancar uma asa de Zéfiro, o deus do vento, para refrescar minha amada abanando-a enquanto dormia. Esse simples gesto tornou-se em minha terra uma prova de amor, principalmente entre os recém-casados. E aquela asa mágica teria sido o primeiro leque criado no mundo.Mas se falam que eu fui o criador dos leques, como os egípcios e os assírios, povos que viveram há 3 mil anos a.C, dizem que foram eles? Tinham o costume de pintar leques em seus murais e era uma honra inestimável, para um escravo, abanar seu faraó, no Egito.

E os chineses? Reza a lenda que a filha de um mandarim estava assistindo a festa das lanternas, e com o calor das velas teria se abanado com sua máscara em busca de uma brisa fresca. Todas as mulheres presentes na festa repetiram essa ação e, assim, teria surgido o famoso leque chinês. São por essas e outras, que os leques tornaram-se objetos cada vez misteriosos e que “enfeitiçaram” civilizações.Apesar de todas as lendas, os primeiros vestígios da utilização dos leques surgiram da China e a partir dela teriam se espalhado por todo mundo, tendo como sua primeira versão o leque de penas e plumas. Os reis da China antiga usavam-nos como símbolo de dignidade e, com isso, tornaram-se um costume nacional.Devido à proximidade com a China, os japoneses também passaram a usar os leques, modificando sua estrutura ao colocar varetas de outros materiais e em outras quantidades, com isso os leques tornaram-se retráteis.

Foi do Japão que os leques partiram para a Europa, através das navegações portuguesas pelos mares asiáticos. A novidade logo se espalhou e seduziu Catharina de Médicis que introduziu seu uso na Corte passando a serem usados em bailes. Tornou-se inspiração para poetas e pintores que os transformaram em pequenas telas dobráveis, preenchendo de formas barrocas. Foi um marco de elegância durante o “pomposo reinado” de Luis XIV, o Rei Sol.Da Corte para as ruas! As pessoas passaram a usar os leques pendurados na cintura por correntes e ouro. Tornaram-se ferramentas de comunicação entre elas, principalmente nas tentativas de conquistas. As “espertas” donzelas criaram códigos com o objeto, como dizer “Eu te amo” escondendo os olhos com o leque aberto. Agora, eu tinha a ajuda dos leques para unir os corações alheios.Em 1808, Dona Maria “ALOK”, seu filho “Joãozinho comedor de frango” e o resto da Família Real Lusitana chegam ao Brasil e, com eles, os leques desembarcam em nosso país. Mas um meio para tentar aliviar o calor desse país tropical.O tempo passou, outros mares foram desbravados e, gradativamente, os leques foram conquistando novas terras. Porém, para minha tristeza, a prova de amor, o símbolo de nobreza foi sendo esquecido e trocado por essas tais de “tecnologias”. Junto com ele, também está se perdendo um dos sentimentos mais puros desse mundo, que é o amor. Não é pro falta de empenho meu, mas os corações humanos não estão tão abertos como antes para permitirem que minhas flechas os acertem, minha função está perdendo razão de ser! Por Zeus, onde esse mundo vai parar?!

Clamo, hoje, a todos vocês que estavam vislumbrando o samba quando foram acertados por minhas flechas, fazendo que se apaixonassem por esse ritmo para toda a eternidade, que estejam sempre de coração aberto para o amor e mente aberta para contemplar a história desse objeto fascinante que espalhou história, amor e brisas pelo tempo. A LEOES VOLTOU ! SEMPRE GUERREIRA SACODE LEOES DA FOLIA!Guilherme Estevão.




quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ESPAÇO CAESV - PORTAL LIESV

Caro CAESViano

Agora, dentro do portal LIESV (www.liesv.com.br) , você tem uma opção mais fácil de adquirir sua ficha de inscrição para participar do Grupo de Avaliação.

No menu lateral, dentro do sub-item CAESV haverá a opção "Inscreva-se" ( http://www.liesv.com.br/caesv_inscrevase.htm ). Clicando, abrirá uma página com algumas definições de como proceder a sua inscrição oficial e na parte de baixo desta página o termo de compromisso e a ficha de inscrição disponivel para download direto. Sem firulas.

Além disso, temos ainda a página das escolas inscritas, que terá a atualização das escolas que forem aprovadas em suas fichas de inscrição através da postagem das bandeiras neste setor do Portal ( http://www.liesv.com.br/caesv_escolasinscritas.htm ). As informações gerais de cada escola ainda serão colocadas aqui mesmo no blog.

Esperamos que essas novas ferramentas ajudem na informação e disponibilização de recursos que deixem cada vez mais melhor a nossa gestão e a comodidade dos interessados em participar dos nossos desfiles

Desde já, agradecemos

Victor Raphael
Diretor Geral do CAESV

domingo, 12 de setembro de 2010

GRESV Evandro de Caxias

Nome da Escola: GRESV Evandro de Caxias

Fundação: 25/06/2009 (Como Imperio del Rubi)

Cidade-Sede: Duque de Caxias (RJ)

Cores: Vermelho e Branco

Símbolos: Um caminhãozinho sorrindo

Presidente: Evandro de Almeida
Intérprete e Carnavalesco: Ev Costa

Enredo 2011: Eu juro, não aprendi dizer adeus... Obrigado mano... Você é a letra, eu sou a melodia

1961... Goianópolis no estado de Goiás...

Nascia o menino Luís José Costa... Aquele que o Brasil veio a consagrar como Leandro...

Que junto com seu irmão Emival (Leia-se Leonardo), fizeram uma das duplas sertanejas de maior sucesso na música brasileira.

Junto com seu irmão, foram plantadores de tomate no interior de Goiás, mas Leandro percebeu seu dom para a música e chegou a fazer parte de um modesto grupo chamado "Os Dominantes" covers de Roberto Carlos e dos Beatles. Logo após deixar a banda, Leandro formou dupla com seu irmão Leonardo e inclusive venceram um concurso de calouros de um canal local de TV. Com o dinheiro da premiação, foram para São Paulo gravar seu primeiro álbum, que não fez muito sucesso, porém abriu os caminhos para que tivessem a visibilidade e fossem contratados por uma gravadora. Tornaram-se assim conhecidos no mundo sertanejo, em especial no estado de Goiás. No seu terceiro disco, estava a canção "Entre tapas e beijos" que foi o primeiro grande sucesso da dupla. No álbum seguinte lançaram "Desculpe mas eu vou chorar" e "Pense em mim" canção que até hoje ainda é muito conhecida e tocada por todo o Brasil. Nos anos e CD's seguintes lançaram outros grandes sucessos como "Temporal de amor", "Mexe Mexe","Não aprendi dizer adeus", "Festa de Rodeio", "Um sonhador", "Cerveja" e "Eu juro".

Leandro é pai de Thiago, que junto com o primo Pedro (Filho de Leonardo), formaram a dupla Pedro & Thiago.

Leandro & Leonardo foram um dos nomes mais tocados nas rádios na década de 90.

Fizeram também, em parceria com Chitãozinho & Xororó e Zezé di Camargo & Luciano, o show "Amigos", cantando grandes sucessos da música sertaneja e da MPB.

Em 1998 Leandro teve diagnosticado um tipo raro de câncer pulmonar, e faleceu em 23 de Junho.

Em homenagem ao irmão, Leonardo gravou a canção "Mano" que imortalizou o verso: "Mano, você é a letra... Eu sou a melodia".

O cantor se foi... Mas o mito é eterno...

2011, ano em que Leandro completaria seus 50 anos, e recebe a homenagem da nossa escola nesse carnaval.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

GRESV Sabugo!

Nome da Escola: Grêmio Recreativo Escola de Samba Virtual Sabugo!

Fundação: 19 de Dezembro de 2009

Cidade-Sede: Porto Alegre/RS

Cores: Verde e Laranja

Símbolos: Sabugo de Milho

Presidente e Intérprete: Samuel Santos
Carnavalesco: Índio Garcia
Diretor de Carnaval: Ewerton Fintelman
Presidente de Honra: Gustavo Martins

Enredo 2011: BRUXAS" FILHAS FEITICEIRAS DA LUA!!

Numa viagem de magia e mistério conduzida aos braços protetores da Lua, deusa eterna da vida e da morte, guardiã do destino, senhora eterna da noite, mãe de todas as bruxas é a Lua que todas as feiticeiras recorrem para preparar suas porções identificadas como uma mulher em todas as tradições. "A Lua é o Sol da noite".

A Lua Nova indica começo de um novo ciclo, o nascimento da Deusa, representado por Morgana a rainha das bruxas, é o tempo de fervilhar de novas idéias; tudo fica com o contorno de perpétuo começo, e podemos sentir que as idéias surgidas nesse período, crescem à medida que a Lua vai crescendo no céu. É o mágico começo da jornada rumo ao nosso centro e uma intensa vontade de criar novos projetos.

A Lua Crescente envolvente com suas simpatias e misticismos representa a face virgem da Deusa, representa Rhiannon, a Donzela. Ótima fase para levar a frente os projetos feitos na lua nova, é uma fase de crescimento, de correr atrás do que acredita e quer. É uma fase excelente para o crescimento em todos os sentidos.

A Lua Cheia é a mais cultuada pelas bruxas em seus rituais de feitiços, encantamentos e bruxarias, representa a face Mãe da Deusa, representa Brigit, A Grande Mãe, é uma fase de energia muito forte, excelente para trabalhar intuição, para realização de feitiços, rituais de qualquer espécie. O poder da Deusa está totalizado nessa fase, é aquela que aceita ou rejeita os projetos iniciados na Lua Nova.

A Lua Minguante representa a face Anciã da Deusa, representa Cerridwen, indica o ciclo completado, representa a sabedoria, é o tempo da desintegração de algumas idéias antigas; o movimento aqui é de introspecção e recolhimento. É também o período pré-menstrual em várias mulheres e está associada às emoções e as mudanças na vida espiritual de cada ser humano.

A lua também se apresenta no Tarô das bruxas, como emoções, mistérios e destinos impostos em nossas vidas em nossos caminhos, na bruxaria, cada fase da lua serve para uma finalidade, por isso, o Tarô nos mostra as fases sobrepostas até chegar a Lua Cheia, quando a intuição e os poderes da feitiçaria ficam ainda mais acentuados. A lua mexe com as marés, com a mente e com as emoções das pessoas e as deixam a flor da pele e essas mudanças de fases, também significam inconstância e mutabilidade indicando obscuridade e ilusão. Representa a caminhada do homem ao longo do seu destino.

No tarô das bruxas, cada carta relata os seus segredos: a carta do Louco representa o ser humano em busca de si mesmo na vida. O Mago, mostra superioridade individual, pois conhece os segredos das forças da natureza, Sacerdotisa é a bruxa conhecedora dos mistérios e mestre na transformação da natureza e a mulher que sabe o que quer. Imperatriz, não tem autoridade espiritual como a sacerdotisa o seu poder vem da ternura e da fertilidade. A carta do imperador é um homem maduro de total segurança e firmeza,pronto a castigar qualquer um que o contrarie,do Sumo Sacerdote é a supremacia do poder espiritual sobre o poder material .Os Enamorados , simbolizam a necessidade de fazer uma escolha, banhados em luz dourada,representam o Deus Cornífero .

A carta do Carro, representa a caminhada do homem ao longo do seu destino, a Força é a bruxa que busca a felicidade na sexualidade e com isso, elas sabem manipular as energias e plenos poderes, o Eremita é um homem solitário que caminha iluminando os seus próprios caminhos, a décima carta do tarô, traz a Justiça, que significa o equilíbrio entre a razão e a emoção, a vitória, a derrota o bem e o mal. A carta Roda da Fortuna é o movimento contínuo da vida e volta sempre ao mesmo lugar, o homem nasce, segue seu destino, planta e colhe e o seu fim sempre é recolhido de volta a mãe terra, já a carta do Dependurado é a carta mais complexa do tarô, indica a renúncia, sacrifício voluntário e idealismo exagerado,a carta da Morte, indica mudanças por um processo doloroso e libertação, a carta da Temperância, é uma bruxa em atividade misturando porções em seu caldeirão mágico é a feiticeira do auto controle.

A carta do Chifrudo, representa à divindade masculina a fertilidade e a paixão, ligada ao desejo sexual e vigor físico, já a carta da Torre é a carta que mostra a destruição de uma estrutura sólida, fracasso ou egoísmo, geralmente associada à família, amigos e negócios, a carta da Estrela é a carta mais favorável do tarô diz a lenda que Óriom, ficou fascinado pela beleza das moças e as perseguiu, apavoradas, pediram aos pais que as transformassem em estrelas. Em seguida temos então, a carta da Lua, que mostra suas fases sobrepostas até chegar a lua cheia,a carta do Sol é a realização total da conquista de um objetivo , depois da passagem da lua, o sol, reluz na plenitude por vim, o renascimento e a redenção .A nossa ultima carta o Universo, significa plenamente positividade e a recompensa de todos os esforços alcançados.

Agora, falaremos das suas formas no mundo místico, sombrio e cheio de surpresas para a humanidade. A lua se apresenta como Hécate em seu aspecto sombrio é Perséfone, que reina no mundo dos mortos, Artemis, que cruza os céus em caçadas intermináveis é Deméter, que se integra com Gaia, a Terra para fazer a semente germinar no solo .Também é Ishtar, dos babilônios, deusa da magia que assombra os mortais nas noites escuras levando a loucura e se apresenta também como Kali , que detém o segredo da morte mágica, delicada e misteriosa.Bruxas,filhas feiticeiras da Lua , nessa noite de magia, conduz minha escola à brilhar. Hoje, a Sabugo na avenida desvenda mistérios, sobre a luz do Luar !!!!




terça-feira, 7 de setembro de 2010

GRESV Leões Unidos



Nome da Escola: G.R.E.S.V. Leões Unidos
Fundação: 21.08.2010
Cidade-Sede: São Roque - SP
Cores: Vermelho, Preto e Branco
Símbolo (s): Leão Tribal

Presidente: Carnavalesco: João Benassi
Vice-Presidente: Lucas Paz
Diretor de Carnaval: Rodrigo Bueno
Mestre de Bateria: Lucas Bonini
Intérprete: Victor Hugo
Enredo 2011: Abracadabra
A palavra ‘abracadabra’ é cercada de mistérios até os dias atuais. Temos várias teorias e significados para ela. Por isso a Leões Unidos vem para a avenida com o enredo:

Abracadabra

Setor 1: Século II d.C

No começo a palavra era usada para curar algumas doenças não tão fortes. Sua primeira “aparição“ ocorreu no século II d.C. Era em forma de poema para o Imperador Romano. Nesse poema falava-se que, o tal deveria usar um amuleto contendo, em escrita, a palavra ABRACADABRA, formando um cone vertical, e em cada linha deveria conter uma letra á menos do que na linha de cima. A promessa desse amuleto era que, curasse todas as suas doenças. De acordo com um cientista, a palavra “ABRA”,se referia ao deus Celta, e a palavra “CAD”, tinha o significado de ‘Santo’.
Essas palavras eram usadas sobre um Kameas, que era um talismã quadrado, transformando-se em um Amuleto. Uma historiadora afirmava que essa palavra era gnóstica "Abrasax" e também uma palavra antiga copta ou egípcia, significando "não me firas”. Era usado sobre o peito sob as roupas.

Setor 2: Teorias

A palavra não tendo uma confirmação total sobre seu significado, essas são as principais teorias:
Eu Crio ao Falar – Possível origem do Aramaico
Bênção pela Palavra – Possível origem do Hebraico
Desapareça como essa Palavra – Alguns argumentam que a palavra veio do Aramaico.
Abraxas – Palavra gnóstica para Deus. Também atribuída ao deus sírio, Abracalan.
Fulmine com seu raio – Palavras hebraicas.
A palavra mesmo tendo todas essas teorias, nunca foi totalmente descoberto seu significado.


Setor 3: Abracadabra, no mundo atual

O feitiço na série Harry Potter provavelmente veio da forma em Aramaico, que significa "o que eu digo se destrói".
No livro "O Símbolo Perdido" de Dan Brown, o autor também cita a origem da palavra como sendo do Aramaico.
Nos contos infantis, tantos em livros quanto em filme, à palavra é muito usada.
Atualmente ela é muito usada por ilusionistas e mágicos, em seus truques. Sendo assim, uma palavra mística usada como encantamento e considerada por alguns a frase mais pronunciada universalmente em outras linguagens sem tradução.
A Palavra "abracadabra" é tem a pronúncia praticamente igual em quase todas as línguas.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

G.R.E.S.V. Mocidade Imperiana

Nome da Escola: G.R.E.S.V. Mocidade Imperiana
Fundação: 15/03/2009
Cidade-Sede: Cuiabá - MT
Cores: Verde, Amarelo e Branco.
Símbolos: Estrela


Presidente: Salvador Dias Vieira Neto
Carnavalesco: Jorge Luiz Silveira
Intérprete: Heriberto Rufino
Vice-Presidente: Nicolas Pacheco de Alencar
Diretor de Carnaval: Walter Gomes Coelho

Enredo 2011: Brasilino, o Viajante

Começa mais uma viagem pitoresca aos confins da imaginação! Na velocidade da internet, nos cabos de fibra ótica, que veem através do real, o viajante Brasilino estica seus olhos e vislumbra o futuro. Levado pela máquina do sonho, nosso herói é conduzido há um tempo distante; lançado no incrível devaneio do carnaval.

Como que num delírio de ficção, a nave decola, fazendo girar o relógio do tempo para frente! Guiado pela geringonça maravilhosa, o brasileiro Brasilino viaja até o futuro de seu país! A brincadeira fantasiada de Momo revela um novo país! Tempo em que as mazelas sociais foram extintas e se fez cumprir a profecia de Pero Vaz de Caminha na certidão de nascimento do Brasil: tudo que foi plantado gerou fruto e flor!

Brasilino desembarca numa nação poderosa, mas igualitária e fraterna. O gigante havia finalmente despertado para suas potencialidades. As riquezas haviam sido distribuídas com o povo, que andava de mãos dadas com seus representantes. É o paraíso da igualdade, sem preconceitos; terra da liberdade de credo, de opinião, de ir e vir, do direito respeitado. “Conseguimos conquistar com braço forte”. É o paraíso da democracia, onde os sistemas públicos são motivo de orgulho. Não há mais miséria nem pobreza: o Brasil ensina ao mundo como viver melhor! “O sol da liberdade em raios fúlgidos”, brilha nos céus da pátria a todo instante.

“Gigante pela própria natureza”, o petróleo jorra como leite; o minério brota da terra e distribui riqueza. O ouro e a prata se encontram em toda esquina. “Do que a terra, mais garrida”. O campo é campeão mundial de grãos e alimenta o mundo inteiro de sonhos e esperança! O Brasil fez do solo um delírio tropical! “Teus risonhos lindos campos tem mais flores; nossos bosques tem mais vida; nossa vida em teu seio mais amores”.

Brasilino vê um colosso de tecnologia! Exportamos cientistas! Desenvolvemos tecnologia limpa para o mundo! O progresso caminhou e as escolas dão aula de cidadania e criam um legado para as futuras gerações de orgulho e conhecimento sobre seu país e respeito pelo próximo. É o fim do analfabetismo.

Os hospitais não têm mais filas: a saúde é tratada com respeito e dedicação. O jaleco branco do doutor é a imagem da obstinação. O médico tem seu trabalho valorizado e dignificado.

“Ó pátria amada! Idolatrada! Salve! Salve!”

Cada brasileiro tem sua casa própria e chovem empregos! A carteira de trabalho assinada é lugar comum! É um país justo, sem presídios, por que não há mais motivo para que eles existam. “Paz no futuro e glória no passado”.

Brasilino se encanta ao ver os rumos de sua pátria amada. Agora sim, “mãe gentil!” “Berço esplêndido”, “fulguras, ó Brasil, florão da América”. “E o futuro espelha essa grandeza!”

“O lábaro que ostentas estrelado”. Brasilino mira seus olhos para o céu e vê uma gente feliz e orgulhosa de sua força e sabedoria, mas também cordial e valente. O esporte é campeão! “A imagem do cruzeiro resplandece!”
Ao fim de sua viagem Brasilino vê o Brasil da ecologia; mananciais preservados. O leito dos rios cheios de vida e renovação. Paraíso da biodiversidade, rico e respeitado. A Amazônia, nossa e preservada do mesmo jeito que Deus criou. Nosso herói se encanta com a certeza de que o pulmão do mundo respira em paz, livre da ganância do homem, que ficou no passado. “Terra adorada! Entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada.”

No sonho delirante de Momo, Brasilino viaja pelo sonho de ver uma nação feliz, merecedora de seus tesouros, justa e ordeira; digna e dignificante; preservada e de vanguarda. E por que não sonhar com um país assim? Está em nossas mãos fazer acontecer o Brasil dos sonhos de todos os brasileiros.

Bohêmios Samba Club

Nome da Escola: Bohêmios Samba Club
Fundação: 01 / 07 / 2009
Cidade-Sede: João Pessoa - PB
Cores: Verde e Branco
Símbolos: Coroa
Presidente: Rafael de Lima
Carnavalesco: Jamesson Sales
Intérprete: Raphael Francisco da Silva
Diretor de Carnaval: Diego Pereira Pandullo
Enredo 2011: Do Sertão Minha Raiz, Do Horizonte À Esperança! Sou Boêmio, Guerreiro! Nordestino, Sonhador!
“A sorte do nordestino é mesmo de fazer dó
Seca sem chuva é ruim
Mas seca d’água é pior”

Os versos acima, da obra imortal de Patativa do Assaré, ilustram o início da jornada de nosso bravo sonhador. A estória de um nordestino sertanejo, criado em meio a uma terra seca, uma vida sem esperança, sem cor, sem nada. Vivia a vida rotineira, em meio a uma paisagem desértica e insólita. Penúria, fome, miséria, qual o seu destino?

No sertão, a riqueza é ter, encontrar água para poder sobreviver; ter o mínimo de uma vida comum e digna. Atendendo a todas essas preces, eis que, quase por milagre, a chuva cai na terra antes árida e banha o nosso sonhador, lavando sua alma, matando sua sede, exprimindo suas raízes. Encantado com essa benesse, sonha mais alto ainda e acendendo a chama da ousadia, parte rumo ao lugar que sempre ouvira dos compadres haver muita água: O mar.

Nessa viagem de esperanças, muita alegria, passando por lagos, atravessando rios, cruzando riachos, chega até a mais bela de todas as praias. Depara-se com um horizonte azul, um infinito de água: a maior beleza que já vira. Não demora muito, atira-se ao mar! Seus olhos a arder na maresia, salina, ele brinca na mais profunda felicidade, em puro êxtase. Recomposto, caminha pela areia da praia, encontra os mais diversos tipos de frequentadores, locais e viajantes, acompanha o pôr-do-sol, a noite chega, participa de um luau. Admirado, declara-se boêmio! Curte, canta, dança, embalado pelo inebriante barulho das ondas do mar. Agradece por estar vivo e desfrutar de toda essa felicidade.

Toda a fé declamada pelo nosso feliz e realizado sonhador, ainda lá atrás, em sua terrinha quente e seca, marcada em suas mãos calejadas, serviu de força para a realização desse grande desejo. Maravilhado, ajoelha-se diante de toda imensidão do mar e reverencia a senhora das águas salgadas, Yemanjá, por todos os momentos de alegria, realização e emoção que vivera.
Nosso boêmio, enfim, com as bênçãos de Yemanjá, tem a certeza que todo aquele imenso azul do mar há de ser preservado, zelado, para água nunca faltar. Por isso, agradece, clama, suplica a proteção para que toda essa magia das águas possa sempre continuar. Odoyá!

GRESV Dragões Lendários

Nome da Escola: GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA VIRTUAL DRAGÕES LENDÁRIOS
Fundação: 19/05/2008
Cidade-Sede: SÃO GONÇALO - RJ
Cores: PRETO E AMARELO
Símbolos: DRAGÃO
Presidente: Victor Fernandes
Carnavalesco: Isac Alex
Intérprete: Diney SP
Diretor Musical: Evandro Costa
Diretor de Marketing: Guilherme Estevão

Enredo 2011: Até que a morte os separe?

É sempre assim... Conhecemos alguém, nos apaixonamos e a vida se transforma numa festa com risos, juras de amor e fidelidade eterna. Porém, parafraseando Vinícius de Moraes no Soneto da Fidelidade, “... Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”.
Acreditamos que encontraremos nossas almas gêmeas, princesas (ou príncipes encantados) e que, assim, encontraremos a felicidade plena. O coração dispara, a boca seca e o corpo treme. Nosso corpo se enche das drogas do amor, as “anfetaminas”, que nos viciam em paixão e, tudo o que nos interessa, é estar com a pessoa amada. Depois de um tempo, as drogas tornam-se endorfinas, que nos dão bem-estar e segurança, mas sem a emoção da paixão anfetamínica. Com isso, o príncipe pode virar sapo.
Isso não acontece com 90% das aves, mas acontece com 97% dos mamíferos, inclusive nos humanos. Nossos genes nos fazem procurar novos parceiros. A fila deve andar na busca de um novo fornecimento das anfetaminas da paixão. Entretanto, para nossa sociedade, temos de ficar ligados aos parceiros mesmo quando a paixão se foi, ou ainda nunca existiu, em razão dos casamentos arranjados, comuns em muitas culturas. Se não podemos procurar abertamente uma nova companhia, a cerca da vizinha está logo ali para ser pulada.
Hoje em dia, a disponibilidade de cercas é inimaginável. O estresse do dia a dia nos deixa tristes e, a chance de felicidade, mesmo que momentânea, está logo ali do nosso lado nas ruas, bares, boates, trabalho e até mesmo na internet. É como dizem os ditados: “a oportunidade faz o ladrão” e “trair e coçar é só começar”...
Mas as mesmas anfetaminas que nos deixam felizes, nos deixam desatentos, e os sinais de desinteresse em nossos relacionamentos aparecem e começamos a dar as pistas da traição. O perfume diferente, o súbito interesse por pescaria, os pequenos hematomas em lugares estranhos. Isso quando alguém não nos pega traindo o parceiro.
A traição é abominada por grande parte das culturas, mas como a maioria delas é patriarcal, existe certa complacência com os homens que traem, justificando-se que eles têm de espalhar seus milhões de espermatozóides pelo maior número de mulheres possíveis. As adúlteras poderiam ser apedrejadas em praça pública pelo marido e por toda a sociedade, seriam “queimadas no mármore do inferno”, segundo alguns países islâmicos. Até o rei de Portugal, Dom José, assinou uma lei que ajudava os traídos a saberem de sua condição. Dizia a lei que, quem soubesse de uma traição de uma esposa, deveria pendurar chifres de boi na porta do marido traído. Com isso, nasceram os “cornos”.
Com o aumento da independência feminina no último século, as mulheres conseguiram igualar seus direitos, inclusive em ganhar acessórios nas testas. Em Hong Kong, a mulher traída tem direito, garantido por lei, de matar o marido adúltero com suas próprias mãos, juntamente com a amante. Na sociedade ocidental, se criou um mecanismo menos extremo, o divórcio.
Existente desde a antiguidade, o divórcio se sobrepôs ao compromisso religioso pela primeira vez, quando Henrique VIII rompeu com a igreja católica para regularizar seu romance extraconjugal com Ana Bolena. Casos marcantes de traição são reconhecidos em diversas sociedades desde a Antiguidade, como o de Messalina na Roma antiga, onde traia o imperador Cláudio com diversos homens, às vezes vários no mesmo dia. Na Idade Média e Contemporânea, os chifres enfeitavam as cabeças de muitos membros da realeza, sendo o caso mais representativo o do próprio Henrique VIII e suas oito mulheres.
Afinal, a realeza parece não se importar muito com a monogamia e, casos famosos se encontram em diversas realezas. Na Família Real portuguesa, por exemplo, D. Carlota Joaquina era famosa por enfeitar a testa de D. João VI e, parece que seu
filho D. Pedro I aprendeu bem a lição com a mãe, com suas constantes traições à D. Leopoldina, sendo a mais famosa com a “favorita do imperador”, Marquesa de Santos.
Outros casos famosos são das pessoas de destaque na sociedade, sejam da realeza ou não. Vejamos as relações do Príncipe Charles e Camila Parker-Bowles, Bill Clinton e Monica Lewinski, John Terry e a esposa de seu companheiro de seleção inglesa, Wayne Bridge, e mais recentemente Tiger Woods e suas diversas relações extraconjugais. Algumas ficam para história, terminam em divórcio ou então os traídos aceitam seus cônjuges de volta. Mas, a marca da traição sempre fica, e dessa marca surgem manifestações, seja na literatura, poesia ou música. Na literatura podemos ver tal traição em Dom Casmurro e em Dona Flor e seus dois maridos, só para citar exemplos nacionais.
Um coração partido é capaz de produzir músicas lindas, mas normalmente acaba por ficar piegas (ou até mesmo brega) demais, para a maioria das pessoas. No Brasil temos grandes exemplos disso. Contrastando com as belas melodias dos sambas-canções sobre os amores perdidos, existe todo um nicho de mercado para artistas como Reginaldo Rossi, Falcão e duplas sertanejas que cantam a perda de um amor de forma mais popular, caindo por muitas vezes no exagero. Muitas piadas também foram feitas em músicas, como os Mamonas Assassinas na sua clássica “Bois don’t cry”. Então, nada melhor para curar um coração partido numa mesa de um bar, ou até mesmo na “Boate Azul”...
O carnaval também é palco dessas paixões repentinas, muitas delas acabando em traições como o clássico triângulo amoroso de “Máscara Negra” entre o Arlequim, o Pierrô e a Colombina ou na traição de “Aurora”. É assim, como as próprias canções dizem, algumas paixões duram um tempo e se vão, outras duram por uma eternidade. Muitas resistem a vários carnavais, como dizia Adoniram Barbosa em sua “Camisa Amarela”, enquanto novas paixões podem ser despertadas, como a pela mulata de o “O Teu Cabelo não Nega”.
A vida é assim, e voltando a parafrasear o velho poetinha “... Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”, ao invés de “...até que a morte nos separe”.

Isac Ferreira.